quarta-feira, 4 de novembro de 2015

100 anos de beleza masculina

Eu publiquei em meu Website SeInspire um vídeo que mostra a beleza feminina desde o Egito antigo (1292 a 1069 a. C.). O vídeo mostra o tipo de corpo, características do rosto e tipo de cabelo considerado bonito em cada época até a atualidade. A intenção deste artigo é mostrar as mulheres que os padrões impostos pela sociedade é algo mutável e irrealista.

Hoje deparei-me com um vídeo semelhante, mas que mostra a beleza masculina nos últimos 100 anos. E para minha surpresa, o modelo estava sentado. E o foco ficou totalmente no corte de cabelo e no uso ou não de barba e bigode.

Ao compararmos os dois vídeos fica explicito a diferença entre as exigências estéticas que giram em torno de uma mulher e de um homem.

Mulheres normalmente necessitam se adequar a um padrão que envolve formato de rosto, tamanho de nariz, comprimento das pernas, tamanho do busto, tipo de cabelo. Enquanto os homens cortam os cabelos e “tá belê”.

Não, eu não estou generalizando e nem alegando que os homens estão 100% livres da pressão estética social e capitalista. Mas é um fato que a mulher sempre foi vista como algo para agradar a vista masculina e é muito mais frequente que uma mulher seja massacrada pelos padrões estéticos.
  

 Confira os vídeos abaixo e tire suas conclusões:

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Nova campanha feminista da Barbie e o que realmente importa

A Matel vem revolucionando e agradando muito com a criação das novas bonecas da linha Barbie com 8 diferentes tonalidades, representando diversas etnias. A nova geração de bonecas tem traços diferentes nos rostos e tipos de cabelo também. Isto representa um grande avanço na representatividade étnicas e na reafirmação da beleza plural, fugindo desta ditadura euro-centrista que nos perseguem a décadas e não é mais atual até mesmo na Europa.


Mas obviamente apostar na aparência das bonecas, não é mais suficiente, a pluralidade é mais do que isto, logo Matel iniciou uma campanha chamada “Imagine as possibilidades” onde mostra garotinhas sendo veterinária, professora universitária, executiva  e até treinadoras de time de futebol. Que é, por sinal, um comercial muito fofo.


A campanha me fez lembrar muito de como eu brincava quando criança e sim, eu brincava de Barbie, na verdade era minha boneca preferida, não por que era loira e tinha um monte de sapatos (ela tinha um monte de sapatos), mas porque, diferente dos "bebês" que eu  considerava chatos porque só me deixava brincar de mamãe, ela, a Barbie, dava-me a oportunidade de inventar milhões de histórias e também de reproduzir as que eu lia nos livros. Bom acho que esta foi a diferença aliás, os Livros.


Eu acho que aí chegamos a um ponto crucial.
O que sempre me fez sonhar durante a brincadeira não foi a boneca em si, a minha formação como pessoa foi muito mais incentivada por outros impulsos que recebi durante a minha criação. Minha mãe, apesar de ser dona de casa e não ter muito estudo, sempre ensinou-me que eu poderia ser o que quisesse. Ensinou-me a ler quando eu tinha apenas 5 anos. Ia comigo à biblioteca uma vez por semana para retirar livros e claro, fez um esforço danado para comprar uma Barbie, porque na época era uma boneca bem cara para nossas condições financeiras.

Ou seja, ensinar a sonhar e a enxergar as possibilidades é algo importante, a Matel está certíssima e de parabéns em seu novo posicionamento para vender mais bonecas. Mas nós realmente precisamos delegar a educação de nossas meninas a um comercial?

Sejamos nós a mudança de nossas crianças. :-)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sobre Star Wars e as reações racistas/chauvinistas.

Desde o primeiro teaser  do novo filme da saga Star Wars eu já sabia que iria ter polêmica, eu estava só esperando quando iria começar. E como eu sabia?

Bom, a regra da indústria cinematográfica, principalmente nos grandes blockbusters, é clara. Negros só como o melhor amigo do herói branco e mulher só como a garota gostosa indefesa para ser salva. Pois é, o filme nem estreou e já começou.

Pelo que o trailer nos deixou entender, a personagem principal, aquela responsável pelo despertar da força e o retorno definitivo dos Jedi,  será uma mulher. O filme também terá um personagem masculino de destaque, que a ajudará, mas pera aí! Ele é negro!!!!!




Como assim????



Um dos filmes mais esperados das últimas 3 décadas tem como protagonistas uma mulher e um negro!!!


Parece ridículo, mas este fato já começou a gerar polêmica. Há até uma teoria da conspiração  de um grupo de manifestantes que querem boicotar o filme alegando que ele está promovendo o “genocídio branco”. 


Oi?????










Sim nós temos outro personagem negro na saga, o Jedi Mace Windu, representado por Samuel L. Jackson. Há também mulheres de destaque, como a Princesa Lea e a Amidala. Mas até aí tudo bem. Mulheres e negros existem, isto é um fato, mas tirá-los da sombra do papel secundário onde deveriam estar, aí já é demais, né?

Assim como na vida real, o herói vencedor tem que ser homem, branco e heterossexual para ser aceito no mundo do Blockbuster. (Lembram do escândalo de “mimimi” machista por causa da Furiosa de Mad Max?).

Sabe de uma coisa. Eu acho é pouco. Se eu fizesse parte do estúdio que produz o filme, eu colocaria no próximo um casal Jedi gay (Sim eu sei que Jedis são celibatários. Fora o Anakin, é claro!!!). Mas é só para que todos os conservadores, racistas e sexistas tenham um “piripaque” e caiam durinhos.




kkkkk Pronto falei!!!! :-D


E sabe o que mais? Tô louca pra ver o filme!!!!!!!